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powertrio

Membros
Eduardo Raon, harpa & electrónica
Joana Sá, piano, toy piano & electrónica
Luís Martins, guitarra

Website
www.myspace.com/powertrio3
www.youtube.com/powertrio3

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POWERTRIO É colectivo dedicado á criação/interpretação de música contemporânea e improvisação.
Iniciou o seu trabalho em 2007 e é formado por três criadores/intérpretes com formação clássica e experiências noutras áreas musicais e artísticas - Eduardo Raon (harpa e electrónica), Joana Sá (piano e toy piano), Luís Martins (guitarra).

Esta rara combinação instrumental permitiu criar uma sonoridade perfeitamente original, tirando partido da idiomática de cada instrumento e das vastas possibilidades camarísticas deste ensemble.


Consciente do legado da música erudita, o POWERTRIO recorre, utiliza e subverte as soluções e lógicas musicais contemporâneas, procurando integrar e questionar a utilização de recursos transdisciplinares.
O nome POWERTRIO - designativo da formação rock (guitarra, baixo e bateria) - invoca a atitude, energia e acção musical intuitiva caracterizantes desta linguagem.
Num discurso em que se confrontam composição e gesto musical espontâneo, o POWERTRIO procura gerar em palco uma narrativa de intensidade. O espectador é convidado a visitar lugares em que as dimensões se transfiguram e em que as noções de escala, espaço e tempo são manipuladas, sendo-lhe proposto um singular percurso sensorial.
Para isso, o POWERTRIO aborda os instrumentos sem restrições, utilizando processamento electrónico e técnicas/soluções não convencionais.

Nota de imprensa do disco 'What We Think WHEN We Walk And What We Walk While Thinking' (Creative Sources 2009) por Francisco Monteiro:

Entre composição e improvisação musicais tem havido, ao longo dos tempos, múltiplas formas de aproximação e afastamento que reflectem os variados condicionalismos sociais e estéticos de cada época e cultura. Improvisar colectivamente hoje, sem os suportesinhos tradicionais das sequências harmónicas, das malhas, dos patterns, é, talvez, a maneira mais generosa de criar música. O músico é corpo, ouvidos, manipulador e reinventor de instrumentos, alma, performer, construtor, cúmplice; mas é, também e sempre, parte inseparável de um todo colectivo que, tantas vezes, anula as pulsões mais individualistas do seu ego. É acrobata sem rede de um trapézio que não vê, vivendo a sua odisseia com outros músicos igualmente cegos. Mas ansiando, sempre, pela experiência dessa viagem colectiva, interiorizando as seduções e os perigos, oferecendo-se integralmente ? imolação num ritual mágico de partilha e criação. E improvisar música desta forma é verdadeiramente arrebatador, esgotante, mortificante mesmo, mas compensador e uma autêntica escola de criação e, por isso, de vida.
E depois há os resultados, o produto: o que se fez e depois se ouve, ou se ouve enquanto os outros fazem; a vivência do tempo em som e presença; ou a vivência do som e da presença no tempo. E estes resultados ? posteriori são, talvez, negligenciáveis. Mas o PowerTrio consegue algo mágico que é fazer-nos reviver essa presença na audição das gravações. E consegue-nos fazer pensar - viver com eles - essa odisseia que é buscar no fundo de nós o som e o silêncio, as múltiplas expressividades vindas das entranhas, as modulações de um espaço que é plástico e se transforma a cada momento; e o que foi e é a música, o sempiterno debate do que é criar, a arte, a música, o que somos nós.
Ou então, para os filisteus, o PowerTrio é um grupo que, pela vontade e capacidade dos seus membros, faz óptima música.

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